Eu te amo das redes sociais…

  • Em tempos de Facebook e instagram, AMAR tornou-se algo muito comum. É fácil encontrar a frase “eu te amo” entre casais que variam de um mês a 20 (ou +) anos de relacionamento. Infelizmente, na mesma proporção assistimos a um show de representações, de cenários montados e, consequentemente, de amores em busca e alimentados por curtidas que em nada fortalecem suas relações. Quem aqui não conhece pelo menos UM casal que na vida real em nada se assemelha àquela foto postada na noite dos namorados e acompanhada por textos apaixonados?

    Pois bem…

    Quantos desses casais estão se declarando entre quatro paredes e sem nenhuma platéia? Quantos dizem “amo você” olhando nos olhos e sem nenhum expectador? Quantos têm sentido na pele esse amor declarado aos quatro ventos? Quantos continuam se amando fora desse gigantesco palco das redes sociais? Quantos trocam confidências afetivas em seu dia-a-dia? Quantos param para conversar diariamente? Quantos sabem o que lhes vai na alma um do outro nesse exato momento? Quantos ainda trocam beijos de paixão?

    Em tempos de amores virtualizados, os amores vividos ficaram para trás! Nao há mal nenhum em nos expressarmos virtualmente. A tecnologia nos proporcionou um novo modo de gritarmos o nosso amor. Apenas trocamos as serenatas pelas postagens. A grande diferença é que NUNCA uma serenata foi encenada. Eram vividas. E, assim, muitos casais têm se contentado com uma vida “inventada” e pouco vivida de verdade.

    As redes sociais estão recheadas de casais que mal se conhecem e já se amam. E, outros, que por se conhecerem bem já não sabem o que é amar. Trocaram o sussurro ao pé do ouvido, pelo “X” de um sorriso preparado para uma postagem. Trocaram o gosto do beijo, pelo comentário de quem, muitas vezes, nem faz parte do seu círculo de amizades. Trocaram o olhar de desejo, pela curtida ansiada e contabilizada a cada instante.

    “Morrer de amor”, apenas, em frases escritas na Internet é não perceber a morte do amor que devia ser alimentado por pele, suor, saliva, olhares e aconchego. Isso, não se consegue sentir sem o toque, sem a fala, sem o beijo e sem a troca diária da companhia um do outro. 

 

  • Portanto, que TODOS façamos uma autoavaliaçao e que continuemos, SIM, a nos expressarmos, mas que não esqueçamos de vivermos aquilo que postamos. Já que o custo de uma vida de aparência é o vazio sentido na solidão compartilhada em uma cama de casal!

    Boa reflexão a todos
    MC

Atendimento online em: http://www.psicolink.com.br/mariacesar

 

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