Você sabe o que é o poliamor?

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  • Antes de mais nada, é preciso dizer que este espaço não tem restrição de temas e está aberto a todas as reflexões. Portanto, não pretendo defender idéia alguma. Apenas, levantar questões que, por vezes, são “ignoradas” pela sociedade, mas que existem e, no mínimo, devem ser conhecidas para que possamos formar uma opinião a respeito, ok?

    Então, vamos lá…

    O modelo padrão de relacionamento em quase todo mundo é a monogamia. Mas, algumas pessoas conseguem estabelecer relacionamentos duradouros com mais de uma pessoa (de 10-15 anos ou mais) que envolvem afeto, respeito, responsabilidades e, claro, sexo. São os chamados POLIAMORISTAS.

    O poliamor é um estado afetivo, tal qual o amor por nós conhecido, só que direcionado a mais de uma pessoa. No entanto, não é qualquer um que tem essa disponibilidade emocional para senti-lo/vivê-lo. É preciso muito autoconhecimento para saber identificar o que realmente se sente, tendo em vista que alguém que ama a duas pessoas ao mesmo tempo, e com elas se relaciona, precisa saber dosar e dividir igualmente atenção, cuidado, afeto, enfim, é estar literalmente dividido em dois!

    Tal realidade pode ser percebida por uns (a maioria) como esdrúxula ou como uma forma de traição consentida, mas na verdade não é! Tambem há diferenças com o menage e o relacionamento dito “aberto” (assuntos para outro momento). Geralmente, os casais poliamoristas estão em completa sintonia no que sentem com relação aos seus parceiros (as), formando “triângulos amorosos” sem grandes dificuldades. Dividem a mesma casa, a mesma cama, o mesmo amor. Claro que não deve ser algo assim tão fácil de administrar. Se o casamento convencional já é complexo, imagina quando se tem um integrante a mais nesta relação! Não abordarei questões relacionadas à constituição de família ou preceitos religiosos. Estamos falando de AFETOS tão somente!

    No entanto, mesmo sendo algo incomum, cresce a cada dia o número de pessoas a se intitularam poliamoristas! Avalio que muitas pessoas devam entrar em conflito consigo mesmas quando, porventura, acontece um segundo amor que não pode ser compartilhado com quem já está ao seu lado. 

  • Alguns especialistas já chegaram a afirmar que este modelo seria o mais ideal para a sociedade que se faz presente, já que muitas relações terminam exatamente pela impossibilidade dessas pessoas agregarem seus afetos as suas relações. Acabam por terem que optar e, com muita frequência, a preferência acaba sendo do novo amor, quando não há vínculos maiores como filhos, por exemplo, o que faz tais pessoas abrirem mão do que sentem e permanecerem no antigo relacionamento.
  • Isso não significa que o amor aconteça verdadeiramente em todos os casos, tendo em vista que muitas pessoas casadas se envolvem emocionalmente com outras, mas não chegam a desenvolver um sentimento tão profundo assim. Na verdade, para a grande maioria o envolvimento é quase sempre, apenas , físico.

    Enfim, o poliamor faz parte da realidade interna (e externa) de muitas, muitas pessoas. Portanto, se algum dia você já se sentiu dividido (a) entre dois amores saiba que isto é plenamente passível de acontecer. Agora, viver esta realidade na prática, isso já é algo beeeeem difícil de realizar, pois nem sempre o SEU estado afetivo será bem visto ou mesmo aceito por todas as partes amadas.

    Boa noite a todos
    MC

Atendimento online em: http://www.psicolink.com.br/mariacesar

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