Amor X Paixão…

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  • Você já usou alguma droga? Não? E se eu disser, mesmo sem te conhecer, que não acredito e que, muito provavelmente você já usou droga SIM? Ok, ok… Vou mudar a pergunta e você me responde novamente. Você alguma vez na vida já se apaixonou? Ah, agora você disse sim, não é? Pois bem…

    A paixão é um estado afetivo comparado pela ciência àquele vivenciado por um dependente químico. As reações cerebrais são intensas, involuntárias e muito parecidas nas duas ocasiões. Dizem que o amor é cego, mas na verdade quem nos cega é a paixão, pois é nesse estado de total embriaguez emocional que nossa capacidade de percepção da realidade fica alterada. Ou seja, quando estamos tomados pela paixão idealizamos o outro de acordo com o nosso bel prazer. Não enxergamos defeitos, nem obstáculos.

    Quando estamos apaixonados nosso julgamento crítico, discernimento e racionalidade em relação ao nosso objeto de desejo ficam muito reduzidos, especialmente nos primeiros meses. E, exatamente, por nos afetarmos tanto fisicamente quanto psiquicamente, que esse estado é impossível de se manter por muito tempo. Fazendo uma analogia a uma droga, se pudéssemos nos manter LITERALMENTE apaixonados por toda a vida, com certeza, morreríamos de overdose. Nosso corpo e mente entrariam em colapso! E, pra quem não sabe, paixão tem data SIM pra acabar. Estudos diversos mostraram que ela dura, no máximo, 4 anos. Portanto, qualquer decisão durante esse período correrá o risco de ser completamente desprovida de bom senso. Não estou dizendo com isso que casais que se unem nos primeiros momentos de relação não possam dar certo. Nem que o contrário disto seja garantia de sucesso. Mas, que você precisa entender que você poderá estar sob efeito dessa droga, diga-se de passagem maravilhosa, chamada paixão, ISSO É FATO! Tanto que as traições são bem difíceis de acontecerem durante a fase alta da paixão, já que nesse momento toda a nossa energia, pensamento e desejo estão voltados para aquele (a) por quem estamos apaixonados. Não por uma questão de escolha, mas POR VÍCIO!

    Daí, você poderia me perguntar: “Maria, se apaixonar-se é assim tão perigoso, então melhor evitar o primeiro contato!”. E eu te responderia: não há amor que não tenha nascido de uma paixão, pois se uma relação sobreviver a este primeiro estágio alcançando a calmaria e segurança tão necessárias para os bons relacionamentos duradouros, logicamente qualquer efeito avassalador terá valido a pena.

  • No entanto, amar é muito mais que sobreviver a uma paixão. Assim como é bom lembrar que nem toda paixão se tornará amor com o tempo. Pode, inclusive, se transformar em dependência, apenas.
    Amar é cuidar, é querer estar junto, é sentir-se perto estando longe, é enxergar defeitos, é fazer concessões, é perdoar e, sobretudo, É SENTIR-SE RETRIBUÍDO NAQUILO QUE SE SENTE. Caso contrário, amar por dois é uma sentença de morte em vida, já que a transforma em uma grande experiência de dor.

    Sendo assim, apaixone-se, mas mantenha os pés no chão. Ame, mas nunca permita receber menos do que você merece! Para uma coisa e outra autoconhecimento é fundamental. E, acima de tudo, é não ter medo de arriscar. Pois, não há amores, e muito menos paixões, 100% seguras!

    Boa reflexão a todos
    MC

Atendimento online em: http://www.psicolink.com.br/mariacesar

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