Neuroses familiares?

Resultado de imagem para certas neuroses familiares não merecem ser cultivadas

  • Nascemos inseridos em um sistema familiar e é através desse sistema que nos desenvolvemos e aprendemos a nos relacionar, principalmente a partir do vínculo materno. É a nossa mãe que nos apresenta o mundo, e ao mundo, inclusive apresenta-nos tambem ao nosso pai. Muitas famílias possuem uma maneira disfuncional de se relacionar, o que pode interferir diretamente na nossa forma de nos relacionarmos na vida adulta e, em especial, em nossos relacionamentos afetivos.

    São padrões de comportamento, crenças e neuroses transmitidas de geração pra geração através desse sistema. Toda essa bagagem pode nos acompanhar sem que percebamos. Construímos, muitas vezes, nossa família secundária repetindo a mesma dinâmica da nossa família nuclear.

    Numa família saudável, os membros possuem autonomia e identidade próprias, sem com isso tornarem-se um membro à parte do sistema como um todo. Se relacionam entre si com afetividade, mas com separação de “personalidades”. Ou seja, cada um é cada um!

    Já numa família disfuncional isso não acontece. Os dois modelos mais comuns de dinâmica disfuncional são as FAMÍLIAS CINDIDAS e as SIMBIOTICAS.

    Nas primeiras, os membros não conseguem se relacionar entre si. Encontram-se divididos e dispersos. Funcionam e se relacionam como se, ao ficarem juntos, todos corressem riscos do ponto de vista emocional. Assim, as pessoas não podem ter um relacionamento afetivo, são frias entre si. A doença de tais famílias está na dificuldade de convívio. Os membros percebem que ao conviverem entre si eles se machucam e se afetam negativamente uns aos outros.

    No extremo oposto, as famílias simbioticas são aquelas em que os membros vivem num estado de fusão. Não há diferenciação entre os papéis familiares, pois estes são confusos e não consistentes. As pessoas sentem dificuldade em viver independente dos outros membros da família. Estão num estado de constante “grude”.

    Em ambos os casos o desenvolvimento afetivo e interrelacional está comprometido, já que não permitem o amadurecimento necessário para nos relacionarmos de maneira salutar com o mundo e com o nosso próprio EU.
    E quando fazemos parte de um desses sistemas, precisamos nos dar conta do quanto sofremos essa influência, para rompermos com esse ciclo patológico e modificarmos aquilo que nos foi incutido através de nossas relações parentais. Quando não elaboramos isso, corremos dois riscos: passar a vida a reproduzir a velha dinâmica aprendida ou vivermos a fugir dessa reprodução, passando a nos relacionar sempre de forma contrária aos nossos pais, porém não consciente.

  • A terapia pode te ajudar a identificar esse problema e te libertar da sombra dos teus pais, construindo assim uma identidade mais autêntica e saudável.
    Boa reflexão a todos
    MC

Atendimento online em: http://www.psicolink.com.br/mariacesar

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