Sexo e educação sexual…

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  • Antes de iniciar nossa conversa, grave esta explicação: “Banalizar é transformar ‘valores’ caros em algo vulgar e sem importância!”

    Pois bem… Outro dia fiz um vídeo aqui (no instagram @psicologa.conversa), junto com o meu filho de 9 anos, onde eu usei termos tais como sexo oral e sexo anal. Tendo em vista que duas pessoas me questionaram sobre se tais termos deveriam ser usados em frente as crianças e se tal postura não poderia ter implicações negativas em seu aprendizado sobre sexo e sexualidade, pensei que outras pessoas poderiam ter as mesmas dúvidas e, por isso, decidi fazer uma breve explanação sobre a diferença entre banalizarmos o sexo e tratarmos de maneira natural o assunto.

    Primeiramente, há que admitirmos que a nossa maior dificuldade é falar: temos VERGONHA (pois não tivemos uma educação sexual adequada e, sim, repressora) e medo de que falar abertamente com as crianças possa se tornar um incentivo ou mesmo desperta-las para este sentido. Esse receio aumenta ainda mais pois vemos atualmente, a todo instante, crianças erotizadas e adolescentes totalmente despudorados” a usarem uma linguagem sexual em seu meio social. Isso nos faz pensar que devemos evitar falar no assunto ou evitar usar uma linguagem específica para tal. Nesse ponto, quero voltar ao conceito exposto no início desse texto. Banalizar o sexo é diferente de trata-lo com naturalidade perante nossos filhos. E, se é diferente, as duas posturas terão consequências diferentes em seu comportamento. Vejamos…

    Quando usei o termo em questão, no vídeo em que estava com o meu filho, usei-o de maneira NATURAL e em um contexto de “trabalho” e informação. A banalização está ligada a vulgarização. Nesse caso, quando os pais ou adultos vulgarizam o sexo, eles desrespeitam a criança em seu desenvolvimento e a levam a reproduzirem comportamentos sem ao menos saberem o real significado do que fazem. Percebem a diferença? POSTURA!

    Sexo não é sinônimo de sexualidade, mas faz parte dela. Sexo é o ato em si, já sexualidade é o jeito de cada um ser no mundo, de se relacionar com as emoções, os sentimentos e o mundo ao seu redor. A sexualidade existe desde a infância. Sendo assim, não podemos negar às crianças informações e orientações a respeito do sexo. Até porque o silêncio nesta área educa tanto quanto a fala, só que de maneira inadequada. E mais… não devemos evitar os termos CORRETOS. Devemos dar nomes aos bois! Porém, tudo com uma postura de respeito e naturalidade, sem banalizações. Podemos, sim, brincar em alguns momentos. Afinal, por que tanta rigidez? Inclusive, a rigidez só vai afastar os filhos de você. Precisamos, algumas vezes inclusive, entrar no universo deles para provocarmos uma conversa sobre determinado assunto, por exemplo. Tudo vai depender do contexto e da maneira como lidamos com o tema no geral e em nosso dia-a-dia familiar.

    Portanto, não tenham medo de falar com seus filhos sobre sexo e sexualidade. O DIÁLOGO será sempre a solução para que eles cresçam emocionalmente e sexualmente saudáveis. Mas, se não formos capazes de lidarmos dessa maneira natural com a nossa própria sexualidade, realmente, não iremos conseguir nos comunicarmos com os nossos filhos. Na verdade, proibições sem explicações promovem muito mais a curiosidade do que a conversa transparente e orientada pelos pais.
    Boa reflexão a todos
    MC

    Atendimento online em: http://www.psicolink.com.br/mariacesar

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